Nossa História
"Que a vossa fé não se baseie na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus." 1Cor 2,5

ARTIGOS

Política e ética sem fronteiras

O filósofo Aristóteles bem afirmava que não existe exercício político desvinculado da ética. Em contrapartida, no decorrer da história pode-se afirmar que ocorreu uma mudança de paradigma, uma vez que as próprias civilizações foram resultantes de invasões, as quais eram caracterizadas pelo uso e abuso do poder. Em outros momentos, a vontade política serviu de base para manifestações que deram lugar à instauração da democracia.

No Brasil, em meados de 1964, os atos ditatoriais deram espaços para que muitas pessoas adotassem uma consciência política. Tal atitude resultou em perseguições, torturas e inúmeros assassinatos. Isso explica o medo da maioria dos cidadãos brasileiros manifestarem-se criticamente quando o tema é política. Outras repetem comentários como: "todos os políticos são iguais", "a política é uma vergonha", "todos os políticos não têm ética". Porém, a ocorrência de generalização acaba por estigmatizar, além de ser preconceituosa, uma vez que nem todos os políticos são corruptos.

A política pode ser entendida como construção coletiva do Bem Comum. Já a ética constitui uma escolha que se faz individualmente. Porém, ambas andam juntas pelo fato de vivermos em sociedade.

O Papa Paulo VI frisa que a política é uma maneira exigente de viver o compromisso cristão, a serviço dos outros. Sem resolver todos os problemas, naturalmente, a mesma esforça-se por fornecer soluções para as relações de homens entre si (OA 46). Ou seja: a luta por uma sociedade mais igualitária reflete o sonho de Deus para os homens. O reino começa aqui e para que a "santidade política" seja uma constante, o próprio Dom Pedro Casaldáliga fala que por de meio dela que é proporcionada a vida de todos, lutando por mais igualdade, fraternidade.

A luz desse tema, o arcebispo da Arquidiocese de Feira de Santana Dom Itamar Vian, conclamou os diáconos e padres que participavam de um retiro anual em Salvador (08/07/2011) a visitarem o hospital Cleriston Andrade buscando soluções para que a saúde pública tenha melhorias. Além disso, pediu que campanhas antidrogas, fosse realizadas nas igrejas, centros comunitários, escolas dentre outros esforços para que o terror das drogas não continue eliminando tantas vidas, reflexo da violência instaurada pelo capitalismo, neoliberalismo e o descaso pela vida humana.

Uma vez que a nossa paróquia sempre teve o compromisso pelo social, levando Cristo a todos e a ajudando às famílias com doações de cestas básicas e cobertores doados por amigos de Bonfim de Feira, está preparando-se para que daqui há alguns dias reforme banheiros de famílias carentes e no dia 21/07 ocorra uma reunião com a gerente regional do SENAC Angélica e a coordenadora Telma e jovens da Paróquia para a aplicação de cursos profissionalizantes. No setor da saúde, o pároco já conversou com alguns amigos médicos para que os mesmos possam realizar consultas em datas a serem acertadas.

Diante do que foi refletido no decorrer do presente artigo, fica claro que nossas ações em prol do bem comum constituem um caminho onde os cidadãos possam respeitar o outro, fazendo valer também os seus direitos. A mudança e a oportunização de uma vida melhor não é só responsabilidade dos nossos representantes, mas de todos que fazem partes da sociedade.


Pe. Luís Carlos de Cerqueira
Pároco





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